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VW SP2: conheça a história desse lindo esportivo brasileiro

Até o lançamento do emblemático VW SP2, nenhum automóvel havia sido totalmente projetado no Brasil. E o projeto SP foi um divisor de águas na indústria automobilística brasileira, mostrando o verdadeiro potencial do país. Mais de 40 anos se passaram desde a sua criação, e esse belo esportivo virou um mito e objeto de desejo de muitas pessoas.

Ao longo deste texto, você conhecerá a história por trás do VW SP2, algumas curiosidades e detalhes sobre como ele se tornou um dos carros que marcaram época. Continue conosco!

1969: cresce o interesse por veículos esportivos e inicia-se o projeto do SP2

No final da década de 60, a economia brasileira estava em franco crescimento e a procura por veículos mais velozes, sofisticados e com um ar mais esportivo começou a crescer bastante. Até então, Karmann Guia e Puma eram os carros do momento, mas percebendo que poderia melhorar, a Volkswagen deu origem ao chamado Projeto X.

A ideia era produzir um veículo inovador, com um design arrojado, motor robusto e, principalmente, com a confiabilidade da marca. Senor Schiemann deu início ao desenho do que seria o VW SP2 e, em 1971, foi produzido o primeiro protótipo, exibido na Feira da Indústria Alemã, na cidade de São Paulo.

O modelo logo ganhou destaque e as reações do público foram muito favoráveis. Antes de ser lançado, o SP2 passou por pequenas alterações, até que, em junho de 1972, finalmente a espera acabou. Há quem diga que seu nome é uma referência a cidade de São Paulo, enquanto outros acreditam que a sigla SP é derivada do termo Sport Prototype (protótipo esportivo).

1972: é lançado o tão esperado VW SP2

Independentemente da origem do nome, o VW SP2 se tornou muito cobiçado assim que foi lançado. O modelo tinha um design bem inovador, colado ao chão e muito aerodinâmico. Até hoje, ele é considerado como um dos veículos esportivos mais bonitos já lançados.

Chamado pela revista alemã Hobby de “o Volkswagen mais bonito já lançado”, o VW SP2 vinha com um painel de instrumentos completo, trazendo itens como conta-giros, amperímetro, medidor de temperatura do óleo, acendedor de cigarros, ventilação e relógio, entre outros.

Construído sob a mecânica da VW Variant, o SP2 vinha equipado com um motor de 1678 cm³ que desenvolvia 75 cavalos. O modelo fazia de 0 a 100 km/h em 13 segundos, o que era magnífico para a época. Equipado com freios dianteiros a disco e dupla carburação, ele se tornou o desejo dos apaixonados por velocidade — havia também uma versão mais modesta, chamada de SP1, mas as vendas foram fracas.

1975: Volkswagen começa a planejar o lançamento do SP3

O sucesso do modelo SP2 era tamanho que, em 1975, a Volkswagen começou a planejar o lançamento de uma versão mais moderna, o SP3. Contudo, com a evolução de outros modelos — como o Puma —, a venda do esportivo acabou entrando em declínio e o novo projeto foi cancelado.

A carroceria do VW SP2 era inteiramente produzida em aço, o que elevava muito o seu peso em relação ao seu concorrente direto — o Puma. Aliado ao fato de o motor ser considerado fraco quando comparado a outros esportivos da época, esses itens foram fundamentais para a queda das vendas.

1976: últimos dos VW SP2 são produzidos

Após cerca de 4 anos em produção, um dos carros mais famosos de todos os tempos deixou de ser produzido. Com cerca de 10 mil unidades vendidas — das quais 670 foram exportadas para a Europa —, o VW SP2 se despediu sendo reconhecido por sua originalidade e riqueza de detalhes.

Atualmente, o VW SP2 é considerado uma raridade, e é muito apreciado pelos apaixonados por automóveis. O modelo fez muita história e, graças a alguns homens visionários, a indústria automobilística brasileira é vista com outros olhos pelo mundo, exportando milhares de veículos todos os anos.

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Volantes clássicos: entenda as principais diferenças

O automobilismo é bastante democrático em suas alternativas, garantindo entretenimento a inúmeros perfis. Mas existe um símbolo mór entre os carros, capaz de conectar o homem à máquina, combinando-os em um. E se esse ícone for representativo de uma era, melhor ainda. Sim, estamos falando dos volantes clássicos!

Afinal de contas, seus variados desenhos foram protagonistas na direção de inúmeros condutores e pilotos mundo afora. Se você é aficionado por carros antigos, ralis, Fórmula 1, Nascar ou todas as opções combinadas, não pode deixar de acompanhar este post. Continue conosco e confira alguns destaques desse símbolo do automobilismo. Acompanhe!

Mustang

Em meados da década de 60, o pioneiro muscle da norte-americana Ford trazia um desenho arrojado, agressivo e clássico, uma fórmula ambiciosa e bem-sucedida. Esse volante tem um desenho imponente, com três raios de alumínio originando-se a partir de um aro de estilo amadeirado e, como habitual nos veículos antigos, tinha um enorme diâmetro, cerca de 400 mm.

Na segunda geração do Mustang, em 1967, o volante foi redesenhado, mantendo o diâmetro mas ganhando a funcionalidade de ajuste da coluna de direção, com até sete posições. A Lotse conta com três linhas que remontam à nostalgia dos muscle cars: a Big Block, a Maxx e a Four

Le Mans

Os volantes Le Mans ganharam protagonismo ao equiparem versões lendárias da Porsche, como o competitivo 917 e demais modelos Carrera, do período final da década de 1960 até meados de 1970. Esse volante tinha alma e pretexto esportivo, instrumentando o memorável Porsche 917 K, eternamente lembrado como o primeiro Porsche a vencer as intensas 24 horas Le Mans.

Esse modelo era caracterizado pelo menor diâmetro, conferindo agilidade ao tangenciar curvas. O cubo era profundo e três raios metálicos com cortes circulares assinavam a peça, que era abraçada por um aro em couro, garantindo aderência e estilo simultaneamente. A Lotse homenageou esse clássico com a linha Le Mans

F1

Em todo o decorrer da história, a Fórmula 1 representa o suprassumo do esporte automobilístico. Atualmente, os volantes dessa categoria são preenchidos por inúmeros botões que alteram a dinâmica do veículo em tempo real. No entanto, o modelo realmente memorável foi aquele que equipou os veículos da década de 1970. 

O desenho apresentava um aro revestido em couro, com cerca de 360 mm de diâmetro. Três aros metálicos e sem profundidade garantiam um ar sóbrio e objetivo aos pilotos. Apaixonadamente inspirada por esse período, a Lotse também desenvolveu uma linha de volantes desses clássicos: a F1.

GTI

Essas três letrinhas combinadas são capazes de trazer intensas memórias aos proprietários de esportivos alemães de outrora. As décadas de 1970 e 1980 foram marcadas por bólidos da Volkswagen, como o Golf e o Scirocco. O desenho era objetivo e funcional, uma analogia à própria engenharia alemã. 

Coerente com o avanço dos anos, o diâmetro desses volantes era menor, apresentando cerca de 350 mm. Além disso, suas três hastes metálicas mergulhavam sutilmente em direção a um sóbrio cubo central. A Lotse tem uma linha que reverencia esse período, a GTI

Volantes clássicos germânicos

Por fim, a tríade alemã formada pela BMW, Mercedes-Benz e Porsche presenteou o mundo com volantes requintados, que seguiam uma identidade uniforme entre si, apesar das distinções de estilo e tradição entre as montadoras.

O visual era minimalista e refinado, com hastes com pouca ou nenhuma profundidade, aro revestido em materiais nobres, marcando cerca de 360 mm de diâmetro. Para contextualizar, vale a pena conferir a releitura da Lotse em sua linha própria, a Class.

Pronto! Os volantes clássicos aqui listados contemplam categorias esportivas e veículos de rua. A seu modo, cada um dos modelos citados marcou sua época, garantindo conforto, esportividade e precisão aos seus condutores. 

Agora que você já conhece os principais volantes clássicos da história automotiva, que tal conferir nossa página dedicada a alguns desses modelos? Acesse e descubra como a nostalgia do desenho está associada à qualidade de construção Lotse!

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Entenda como o chevette surgiu e evoluiu ao longo do tempo

Parte do imaginário popular brasileiro entre as décadas de 70 e 90, o Chevette atravessou gerações e se tornou um verdadeiro clássico entre os amantes de veículos, conquistando uma legião de fãs desde seu lançamento pela General Motors (GM), em 1973, até o último ano em que foi produzido, em 1993.

Ao longo de seus 20 anos de história, o Chevette atingiu a marca de cerca de 1,6 milhão de veículos vendidos no Brasil e se tornou um dos automóveis de passageiros de pequeno porte mais famosos do país. Tudo isso, é claro, graças à sua capacidade de evoluir e se reinventar.

Neste post você vai conferir quais foram as principais mudanças sofridas pelo Chevette desde o seu lançamento e as características que fizeram o modelo cair no gosto dos motoristas. Acompanhe!

Características iniciais do Chevette

Inicialmente lançado como um sedan de duas portas, o Chevette chamou a atenção em seu lançamento pela boa estabilidade na direção e o porta-malas espaçoso, além de contar com motor 1.4 de 68 CV, câmbio de quatro marchas e comando de válvulas no cabeçote – sendo o primeiro do país acionado por correia dentada.

Além disso, itens como pisca-alerta e coluna de direção não penetrante, que ainda não eram exigidos por lei na época, já estavam presentes no modelo, assim como uma suspensão bem calibrada e duplo circuito de freios.

Outra novidade do Chevette era a posição de seu tanque de combustível, localizado de forma inclinada atrás do encosto do banco traseiro. Isso garantia mais segurança aos motoristas em caso de acidentes, além de evitar furos no reservatório se o veículo passasse por algum objeto nas estradas.

Bastante incomum na época, essa posição do tanque fez com que o bocal fosse colocado do lado direito da coluna traseira, característica que acabou sendo uma das principais marcas do Chevette.

Evolução do Chevette ao longo dos anos

Cinco anos após seu lançamento, em 1978, o Chevette recebeu sua primeira grande mudança de estilo com uma nova grade dianteira dividida, layout frontal já existente em seu modelo americano. Outra novidade foi o modelo de quatro portas, algo que não era comum no período.

Já no início dos anos 80, a traseira do carro foi atualizada, recebendo lanternas maiores e um novo para-choque, e ele passou a ser comercialização com motor 1.4 movido a álcool. O Chevette também ganhou uma novíssima versão hatch, que contava com um tanque de combustível abaixo do porta-malas para que o banco pudesse ser rebatido.

Após sua última reestilização, o veículo também chegaria ao mercado com motor 1.6 (carburação simples) e 1.6/S (carburação dupla).

Outras versões do Chevette

O primeiro modelo derivado do automóvel, a perua Marajó, foi lançada em 1980. Com desenho bem parecido com o Kadett Caravan, o carro tinha como grande diferencial sua ampla capacidade de carga, que podia chegar a 1.510 litros com o banco rebatido, além de contar com ar-condicionado entre seus opcionais.

Já a versão picape do Chevette apareceu em 1983, com o Chevy 500. Capaz de carregar até 500 kg, incluindo o motorista — daí a origem do seu nome —, esse modelo agradou ao público por ter diferenciais como tração traseira, algo que seus concorrentes não ofereciam.

Depois de conferir todos os diferenciais e novas estilizações do Chevette, deu para perceber que esta foi uma aposta que deu certo, não é mesmo? Não à toa o veículo foi o mais vendido do Brasil em 1983 e eleito pela Revista Autoesporte como o Carro do Ano em 1974 e 1981.

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Conheça a história da BRM buggy e seus principais modelos

Em 1969, a capital paulista inaugurava uma das empresas pioneiras na fabricação de buggys no Brasil: a BRM buggy. De São Paulo para todo o país, esses veículos caíram no gosto dos amantes de provas radicais e viraram moda em muitas praias brasileiras.

O que muita gente não sabe é que, inicialmente, a empresa só montava buggys de outras fabricantes, como Glaspac e Bugre. No entanto, ela decidiu lançar seus próprios modelos a partir de 1973 e tornou-se uma das marcas mais famosas do país, sendo reconhecida até os dias atuais.

Quer saber mais sobre a história da BRM buggy e conhecer suas principais características e modelos? Acompanhe o post até o fim para conferir!

Principais características

Considerado um veículo de recreação, o buggy conta com rodas e pneus largos, pouco peso e uma ótima adaptação para terrenos arenosos. Atualmente, todos os modelos da BRM têm chassi próprio com motor Volkswagen 1.6 refrigerado a ar, carburador simples ou injeção eletrônica e 69 cv de potência.

O veículo, geralmente, tem uma cobertura removível e chama a atenção pela facilidade em termos de engenharia, já que seu custo de manutenção e das peças de reposição é bastante baixo, principalmente pela carroceria em fibra de vidro que não enferruja.

Outro diferencial é seu caráter totalmente radical, com suspensão macia e capacidade de lidar bem com buracos e estradas acidentadas. Além disso, o buggy não tem nem um tipo de regalia, como portas, ar-condicionado ou direção hidráulica.

Modelos antigos da BRM buggy

Em 1973, a empresa lançou seu primeiro buggy original, o M-3. Apesar de ter um desenho bem parecido com o modelo norte-americano Meyers Manx, ele chamava a atenção pelos para-choques maiores e o santantônio duplo.

Já em 1976, chegava ao mercado o BR 101, com estepe externo na dianteira, para-brisa plano de peça única e maior capacidade de carga graças às longarinas adicionais. O modelo era montado sobre a plataforma da Kombi 1500 e totalmente construído com plástico reforçado com fibra de vidro.

A BRM ainda foi responsável pelos primeiros buggys de construção monobloco do Brasil, uma vez que, no final da década de 1970, a empresa abandonou as plataformas Volkswagen encurtadas e optou por um chassi tubular com túnel central de chapa de aço.

Outro destaque da BRM buggy é ter fabricado o primeiro jipe brasileiro com freios a disco na frente, o Búfalo. Apresentado em 1980 na feira Brasil Transpo, o veículo contava com molas helicoidais na traseira e carroceria de fibra de vidro integrada ao chassi de aço.

Modelos atuais da BRM buggy

Ainda marcando presença no mercado, o M-8 Long foi lançado pela BRM em 2002 e, além de ser o maior buggy fabricado pela empresa, trazia faróis redondos e lanternas traseiras de formato elíptico, o que dava um ar retrô ao automóvel.

Já em 2008 chegou ao mercado o M-11 Way, um buggy com design moderno e inicialmente fabricado pela empresa paranaense Way. No entanto, a BRM forneceu seu know-how em projeto de chassis e, em troca, recebeu a licença para utilizar a carroceria do modelo, sendo vendido até hoje.

Em quase 50 anos de história, a BRM buggy continua ativa no Brasil e chama a atenção seja lá onde estiver, podendo ser uma opção bem interessante se você gosta de atividades radicais e quer sentir toda a adrenalina que esse tipo de veículo tem a oferecer.

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4 dicas de como customizar um opala de maneira certa e segura

Saber como customizar um Opala é essencial para evitar dores de cabeça, perda de dinheiro e desvalorização do veículo. Esse é um dos carros mais famosos de todos os tempos e cada vez mais entusiastas buscam o modelo ideal. Por isso, ele tem sido bem valorizado. Porém, assim como todo clássico, ele requer alguns cuidados especiais.

Ao longo deste artigo apresentaremos 4 dicas valiosas que vão lhe auxiliar a customizar o seu Opala e mantê-lo em perfeitas condições. Ficou interessado? Então, continue conosco!

1. Sempre use peças originais e de qualidade garantida

Primeiramente, tome muito cuidado com as peças que você coloca em seu veículo, seja ele um clássico ou não. Peças não originais ou de má qualidade podem reduzir a confiabilidade do carro, o seu desempenho e até mesmo colocar a sua segurança em risco. Em automóveis antigos, existe ainda outro agravante, a desvalorização.

Seja em uma restauração ou customização, procure sempre por peças e acessórios originais e de qualidade. Quanto mais fiel à época de fabricação e melhores os componentes instalados no veículo, mais valorizado ele será. Mesmo que você não tenha a intenção de vendê-lo, lembre-se que somente os notáveis se destacam.

2. Absorva o máximo de conhecimento sobre a manutenção geral do veículo

Também é importante ter muito conhecimento sobre o veículo que se pretende customizar. Uma modificação bem comum nos Opalas é a troca da caixa de câmbio e a mudança da relação do diferencial. As versões dos anos 70 e 80 vinham equipadas com transmissões de quatro velocidades que, com o passar do tempo, perderam espaço para modelos com cinco marchas.

Fazer essa alteração melhora o rendimento do veículo. Quanto ao diferencial, ao mudar a relação dos dentes da coroa e do pinhão, você consegue maior torque ou mais velocidade, dependendo de como for feito. Apesar serem mudanças relativamente simples, qualquer erro pode prejudicar muito o automóvel e levar a acidentes.

Então, antes de fazer qualquer mudança, principalmente na parte mecânica, pesquise bastante e consulte especialistas. Mesmo que você seja um exímio conhecedor de veículos clássicos, cada modelo traz suas peculiaridades e são os pequenos detalhes que acabam ocorrendo os maiores problemas.

3. Instale apenas acessórios relacionados à época de fabricação e modelo do carro

Um erro comum que acontece em customizações é não prestar atenção ao ano de fabricação do veículo e modelo. Os Opalas mais procurados são o SS — Super Sport, equipado com um motor de 4.1 litros de 140 cavalos e com 29 kgfm de torque — e o Gran Luxo, que trazia itens como ar-condicionado, grade frontal e emblemas diferenciados.

Assim como nos modelos de veículos atuais, cada versão do Opala tinha seus opcionais e algumas diferenças. Colocar calotas e emblemas com a inscrição SS em um Opala Gran Luxo pode até deixá-lo bonito, mas, com certeza ele vai perder valor de mercado. Por isso, preste muita atenção às características do carro e não exagere nos acessórios.

Ficar atento ao ano de fabricação também é muito importante. Os Opalas SS produzidos entre 1971 e 1974 vinham dotados de volantes ornados em madeira com três raios, dando um toque mais esportivo. Posteriormente, o plástico começou a ser usado. Se você quiser mais esportividade, mesmo que em um modelo Gran Luxo, procure por versões mais contemporâneas, mas que trazem resquícios dessa época.

4. Esteja muito atento a pequenos detalhes

Como mencionamos, é nos pequenos detalhes que ocorrem os maiores erros. Emblemas incorretos ou localizados em locais inadequados, cor e tapeçaria fora do padrão são apenas alguns exemplos. Se você quiser manter o seu veículo valorizado, sempre procure por informações sobre esses itens e siga as especificações da época.

Agora que você já aprendeu como customizar um Opala, é preciso definir se vai mantê-lo fiel aos modelos originais e garantir uma maior valorização ou se quer usar a sua criatividade e ter um veículo único, diferente de qualquer outro. Ambas as opções são ótimas e com certeza, trarão muitos momentos de prazer.

Gostou das informações sobre como customizar um Opala ou está trabalhando em outro veículo clássico? Deixe seu comentário! Adoraríamos conhecer as suas experiências!

Fonte - Renato Bellote

5 carros brasileiros que marcaram os anos 80 e fizeram história

Há mais de trinta anos, o segmento automotivo do nosso país era totalmente diferente do atual. Por isso, resolvemos relembrar os carros que marcaram os anos 80. Esses veículos fazem sucesso até hoje e trazem lembranças de uma época que deixou muita saudade.

Na época, não existiam muitas marcas disputando espaço — basicamente, Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen dominavam — e o mercado ainda dependia dos modelos importados.

Por serem tão singulares e fazerem parte da história automobilística do Brasil, os automóveis dessa década definiram tendências e trouxeram inovações que são utilizadas até hoje na indústria automotiva.

Está pronto para viajar no passado? Então, aperte os cintos, venha conosco e conheça nossa lista!

1. Chevrolet Chevette

O primeiro carro mundial da marca GM chegou aos anos 80 com visual repaginado, o que garantiu uma excelente posição nos três primeiros anos, perdendo somente para o Fusca e para o Passat.

No ano de 1983, ele foi remodelado com um design bem mais moderno, que o assemelhou ao Monza. Com a segmentação de cliente da Volkswagen entre o Fusca e o Gol, o Chevette vendeu mais de 85 mil unidades naquele ano e se tornou o primeiro veículo a superar a liderança do Fusca no mercado. No restante da década, ele viveu de sua boa reputação conseguida por suas qualidades e modelos mais imponentes.

2. Volkswagen Gol

O substituto do Fusca surgiu com um motor semelhante ao do sedã dos anos 30, característica que até destoava de sua bela lataria moderna, claramente inspirada no primeiro Polo. Apesar de sua performance e motor não terem sido um grande destaque do Gol, o ambiente interno espaçoso e sua aparência moderna foram suficientes para conquistar cada vez mais compradores do Fusca até que, em 1983, ele superou seu antecessor.

O fato de ser o Volkswagen mais popular do país não foi suficiente para alcançar a liderança do mercado. Isso só ocorreu em 1987, quando a marca descontinuou o Fusca.

Ademais, vale mencionar o surgimento de dois modelos esportivos no final da década que eram o sonho de consumo de muita gente:

  1. Gol GTS: com motor 1.8, bicombustível, e 106 cv de potência.
  2. Gol GtI: com motor 2.0, à gasolina, injeção eletrônica (primeiro veículo nacional com essa tecnologia) e 120 cv.

3. Chevrolet Monza

Foi o Monza que precedeu o Gol na hegemonia do mercado. Ele foi lançado em 1982 com uma carroceria hatchback e motor 1.6, mas conquistou seu sucesso a partir de 1983 quando virou um sedã e obteve novos motores de 1,8 litro.

Com opções de duas ou quatro portas, um visual inovador e um acabamento vistoso e raramente presenciado por aqui, o Monza conquistou três vezes o primeiro lugar de vendas — em 84, 85 e 86. Foi a única vez em que um modelo pouco acessível foi o mais comercializado do Brasil.

4. Ford Escort

O Escort chegou também em 1983 e representou um salto evolutivo enorme se comparado ao Corcel. Pudera, ele era muito semelhante ao modelo comercializado na Europa, tinha bom acabamento e oferecia duas versões: conversível e esportiva, como o famoso XR3, graças ao seu design imponente, motor 1.6  e 83 cv — fato que não se via em um veículo nacional desde o antigo Volkswagen Karmann-Ghia, que foi descontinuado em 1975.

5. Chevrolet Opala

O Opala também chegou na década de 80 com visual novo e mudou novamente em 1987. Por baixo do design modernizado, porém, ele ainda era o mesmo veículo do final dos anos 60. Só que esse detalhe não era problema para quem tinha um bom poder aquisitivo e podia adquirir um dos modelos mais deslumbrantes da época — principalmente em 1986, quando o Alfa Romeo 2300 foi descontinuado.

E então, o que achou da nossa lista de carros que marcaram os anos 80? O curioso é que alguns desses veículos estão prestes a virar relíquias, o que é bom para os colecionadores de plantão e excelente para contar a história da indústria automobilística para a nova geração de aficionados por automóveis antigos.

Gostou deste conteúdo? Aproveite o gancho desta leitura e confira quais são os 6 carros mais famosos de todos os tempos!

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Conheça a história do opala e saiba o que o torna tão especial

Primeiro carro de passeio fabricado pela General Motors no Brasil, o Chevrolet Opala marcou história e se tornou um verdadeiro símbolo de luxo, alcançando grande sucesso de vendas em seus mais de 20 anos de história.

Algumas pessoas dizem que seu nome é a união de Opel (fabricante que forneceu a carroceria do modelo) com Impala (que emprestou o motor do veículo). No entanto, a versão mais aceita é que seu nome surgiu graças à pedra preciosa de mesmo nome que, apesar de ser incolor quando extraída do solo, ganha cores múltiplas em contato com a luz.

Quer saber mais curiosidades e conhecer melhor a história do Opala no país? Então, continue a leitura deste post e confira a trajetória do carro ao longo dos anos!

Início da produção do Opala no Brasil

Na década de 1960, a GM decidiu produzir um novo veículo no Brasil, já que ainda não havia fabricado nenhum automóvel por aqui — era o início do chamado Projeto 676.

Baseando-se no estilo do Opel Record C e na mecânica do Chevrolet Impala, a empresa decidiu criar um modelo único, versátil e exclusivo, e assim surgia o Opala, lançado no Salão do Automóvel de São Paulo em 1968.

Com as versões cupê, perua e sedã, o Opala chamou a atenção pela carroceria de 4 portas e os motores de 4 e 6 cilindros, revolucionando os automóveis de luxo da época.

Sucesso nas pistas

Se os anos 60 foram marcados pelo lançamento do Opala, foi na década de 70 que o carro viveu seu auge. E não é para menos: suas versões mais famosas, a SS (sigla para Super Sport), a Caravan e o Comodoro, chegaram entre 1971 e 1975.

O SS fez tanto sucesso que levou o Opala para a StockCar do Brasil, em 1979. No ano inaugural do campeonato, o piloto Paulo Gomes se tornou o primeiro campeão com o Opala — o veículo foi usado no evento até 1993, um ano depois de sair de linha.

Fonte:  Opala.com

 

Esse Sucesso rendeu belos e raros frutos para a linha Opala, como os raros Envemo.

Opalas Envemo – Fonte: www.tudoparaopala.com.br

Inovações e despedida

Sofrendo a concorrência de outras marcas, o Opala precisou se reinventar na década de 80. Assim surgia o Diplomata, com carroceria e painel totalmente redesenhados. Outros modelos da época contavam com faróis em forma de trapézio e nova padronagem interna.

Em 1993, sem enxergar novas oportunidades, a Chevrolet finalizou oficialmente a produção do carro, fechando a história do Opala com chave de ouro ao lançar o Collector, edição especial de colecionador com apenas 200 unidades fabricadas.

Após 23 anos e 5 meses de vida, o Opala passaria o bastão para a nova aposta da empresa, o Ômega.

Curiosidades do Opala

Você sabia que o carro já teve uma versão cor-de-rosa? Ela foi lançada em 1974 e era chamada de Rosa Pantera. Já o Opala Chateau chamava atenção por seu visual clássico, com painéis e revestimentos em vermelho escuro e meio teto em vinil — itens bastante raros hoje em dia.

Outra curiosidade é que o ex-presidente Juscelino Kubitscheck morreu em um acidente a bordo de um Opala, em 1976. O veículo estava sendo conduzido pelo motorista de JK na Rodovia Presidente Dutra quando colidiu com um caminhão carregado de gesso.

Já em 2018, ano de comemoração dos 50 anos do Opala, a Chevrolet promoveu diversas festas pelo país, como a que ocorreu em São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, reunindo cerca de 6 mil pessoas e mais de 700 unidades do modelo.

Uma linha de produtos também foi lançado neste ano para celebrar o aniversário do Opala, fazendo os fãs voltarem ao passado com itens de coleção como canecas, garrafas e placas decorativas.

Gostou de conhecer a história do Opala e como o modelo fez história no país? Deixe seu comentário neste post e dê a sua opinião sobre o que faz do modelo tão especial!

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Restauração de carros: uma incrível volta ao passado

Se você é um apaixonado pelo mundo automotivo, com toda certeza já pensou ou fez a restauração de carros clássicos. Diferente das reformas — em que o objetivo é deixar o veículo bonito e mecanicamente funcional —, as restaurações são minuciosas e levam o seu automóvel ao estado em que eles saíram da fábrica.

Mas afinal, o que motiva as pessoas a fazerem isso, mesmo sabendo que provavelmente gastarão muito dinheiro e não terão nenhum retorno financeiro? Continue com a leitura e entenda o porquê e muito mais!

O que motiva os apaixonados por carros?

Muitas vezes você já deve ter se perguntado o motivo de tanta paixão por automóveis, algo que nos leva a fazer coisas impensáveis. Do ponto de vista da psicologia, as principais causas são o resgate de emoções positivas vividas e a sensação de liberdade que os carros trazem.

A maioria das pessoas que compram um veículo e o restauram fazem isso por lembrarem de bons momentos vividos na infância ou adolescência. Sabe o carro que o seu pai tinha e o levava para passear, ou aquele piloto de corrida que era o seu herói? Essas emoções marcam profundamente e é normal querer revivê-las.

Quem nunca pensou ou comprou um Fusca por causa do filme “Se meu fusca falasse”? O fato é que existe uma razão científica para tanto carinho por automóveis, mas, somente um verdadeiro apreciador entende os reais motivos. É como estar apaixonado por alguém, você não sabe o porquê, mas sente.

Como funciona o processo de restauração?

Como todo apaixonado por carros, você não quer ver seu objeto de desejo em mau estado. Porém, é preciso procurar uma oficina especializada para fazer a restauração e conferir a credibilidade e habilidade dos profissionais. Diferentemente de uma reforma, seu automóvel será desmontado e cada peça será analisada.

Se algum componente não puder ser reparado e tiver de ser substituído, ele tem de ser idêntico ao original. Nesse processo, até mesmo um parafuso incorreto faz diferença. Em carros clássicos, é preciso ser muito detalhista, principalmente se você quer exibi-los em exposições automotivas.

As principais etapas de um processo de restauração são:

  • desmontagem;
  • avaliação dos componentes;
  • pesquisas;
  • compra das peças de reposição e reparos;
  • montagem e acabamento;
  • inspeção externa ou por controle de qualidade interno da restauradora.

Quais são os principais custos e as vantagens da restauração de carros?

Como você percebeu, uma restauração de carros não é algo muito simples, ocorre em várias etapas e, para tal, é preciso muito tempo e mão de obra extremamente qualificada. Por esse motivo, esse não é um processo barato. Outro fator são as peças, que são difíceis de serem encontradas para determinados modelos e costumam ser bem caras.

Mas, existem vantagens em restaurar um veículo. Além do valor de mercado subir, a satisfação pessoal e as emoções que voltam à tona quando você entra no automóvel novamente são maravilhosas. É claro que não passa pela sua cabeça vender o seu carro, mas é prazeroso saber que ele é valioso para outras pessoas também.

Que carros são os mais modificados e o que mudar?

Além dos veículos mais clássicos — como o Puma GT e o Maverick Quadrijet —, muitos colecionadores têm optado por modelos dos anos 80 e 90. Entre os principais carros que marcaram época no Brasil e são bem procurados para modificações estão:

  • Gol GTI;
  • Passat GTS Pointer;
  • Escort XR3;
  • Monza EF 500.

Se você optar por melhorar o aspecto do carro e não quiser que ele fique 100% original, pode modificar o volante, as rodas, bancos, ponteiras do escapamento e outros itens visuais que não custam tanto e trazem ótimos resultados.

A restauração de carros é um processo que pode custar caro, mas vale a pena, principalmente se o seu interesse for reviver emoções. Faça uma boa pesquisa entre as restauradoras, escolha o modelo de automóvel que você adora e seja feliz, afinal, não há nada melhor do que o ronco do motor de um clássico.

Tem um carro restaurado ou vai começar o processo? Então, deixe seu comentário e compartilhe os resultados conosco!